Síndrome da Dor Regional Complexa (SDRC)

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dor cronica

O que é?

A Síndrome da Dor Complexa Regional tem característica dolorosa e incapacitante, tendo como consequências alterações sensoriais e motoras. Desde a sua descoberta por Mitchell em 1864 tem se dado várias terminologias, tais como Algodistrofia, Causalgia, Atrofia de Sudeck, Síndrome ombro-mão, Neuroalgodistrofia, Distrofia Simpático Reflexa ou Distrofia Simpática pós traumática.

Etiologia:

Alguns estudos mostram que essa Síndrome desenvolve-se em 95% dos casos por traumas ou após cirurgias como Artroscopias, Síndrome do túnel do Carpo, Reparo de meniscos, entre outros. Acredita-se que essa Síndrome é decorrente de um mecanismo neural reflexo após um evento traumático, levando a percepção anormal da dor e uma atividade simpática eferente exacerbada.

Diagnóstico:

O diagnóstico é feito baseado na presença de dor intensa e prolongada no segmento distal de um membro, frequentemente associada a edema difuso do local, alterações de coloração da pele, alteração de temperatura e sensibilidade com incapacitação funcional.

Sinais e Sintomas:

Inicialmente os sintomas se restringem no local da lesão, com a evolução da Síndrome acaba que se torna difusa. Apresenta um estado agudo com sinais de inflamação regional ocorrendo alterações na aferencia e eferencia periféricas, assim como nos processos centrais, explicando assim alguns sinais e sintomas presentes durante a evolução da Síndrome. Muitas teorias baseadas em mecanismos periféricos ou centrais referem-se ao sistema nervoso autônomo e sistema nervoso central como responsável pela Síndrome de Dor Complexa Regional. A localização da dor frequentemente não se segue distribuição nervosa espinhal ou de nervos cranianos; algumas vezes se estende para cima da extremidade, afetando um quadrante, ou áreas mais extensas, podem ainda aparecer transtornos motores como tremor, espasmos musculares e distonias acompanhado de efeitos psicológicos.

Clinicamente se apresenta com dor forte e persistente em uma extremidade, normalmente desproporcional ao que encadeou, podem-se associar os sintomas a edema, alterações vasomotoras, alodinia e hiperalgesia.

Normalmente os sintomas se agravam com instabilidade emocional, depressão e até mesmo inseguranças. Muitas vezes o quadro está associado a outras patologias e disfunções.

Tratamento:

O tratamento pode ser feito por uma equipe multidisciplinar com ajuda de medicamentos. A fisioterapia tem uma colaboração importante para o tratamento, tem como objetivo eliminar posturas defensivas causadas pela dor; ganhar amplitude de movimento, força muscular e controle motor; aumentar a tolerância ao tato; diminuir a resposta dolorosa a estímulos nocivos, melhorar edema e dor. O foco do tratamento é resgatar sua funcionalidade, isso indica a importância da fisioterapia no tratamento atuando na restauração da sua funcionalidade, trazendo uma melhor qualidade de vida para os pacientes que a desenvolvem.

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