Duros De Quebrar

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Saiba de uma vez por todas o que é a osteoporose – um mal que pode assombrar muitas mulheres na menopausa. E conheça as armas e as atitudes para ter uma saúde óssea de aço.

Até os ossos têm seus dias de fraqueza. No sexo feminino, então, nem se fala. Tudo começa na década, por assim dizer, balzaquiana. A partir dos 35 anos, inicia-se um processo natural de perda de massa óssea que vai progredindo de pouco em pouco.

Se ganha fôlego e dispara feito jóquei em dia de grande prêmio, não tem outra: é a osteoporose, uma doença que deixa os ossos tão porosos quanto uma pedra-pomes. Daí, de tão fracos, eles podem se quebrar após uma leve batida. “O problema, no entanto, não surge devido apenas à perda de massa óssea”, avisa a ginecologista Ângela Maggio da Fonseca, da Universidade de São Paulo. “É preciso que haja também uma alteração da microestrutura dos ossos.”

Vários fatores contribuem para que a osteoporose dê as caras. Nessa triste história, os genes, acusam os médicos, têm uma boa culpa no cartório. Mas existem outros delinqüentes na lista. Entram nela desde o uso prolongado de medicamentos, como os corticóides, até males gravíssimos, como o lúpus eritematoso. E, claro, o avanço da idade também dá aquela mãozinha para esse estado geral de fraqueza do esqueleto. “Com o passar dos anos, a absorção óssea se torna mais veloz do que a capacidade de o organismo fabricar osso novinho em folha”, explica Helena Izzo, fisioterapeuta chefe do serviço de geriatria do Hospital das Clínicas de São Paulo.

Isso vem à tona devido a um desacordo entre duas células que viviam em harmonia: os osteoblastos, encarregados de fabricar osso, e os osteoclastos, responsáveis por destruí-los. Quando a menopausa chega, a turma por trás da demolição de ossos e afins ganha uma ajuda extra. “A queda da produção do estrógeno, o hormônio que auxilia a fixação do cálcio, é fatal”, explica Ângela Maggio. “Resultado: ocorre uma descalcificação que pode comprometer a microestrutura óssea.”

Previna-se

• Sue a camisa, de preferência com a orientação de um especialista. • Invista numa alimentação equilibrada, rica em cálcio e vitaminas. • Exponha-se ao sol entre 15 e 30 minutos no início da manhã e no fim da tarde. • Evite cigarro e bebida alcoólica. • Converse com seu médico sobre a possibilidade de uma suplementação de cálcio e vitamina D. • Diminua o consumo de alimentos e bebidas que barram a absorção de cálcio, como o café.

Os vilões por trás da doença Fatores de risco:

Deficiência de estrógeno; Baixa estatura; Peso inferior a 57 quilos; Menopausa precoce; Sedentarismo; Tabagismo; Alcoolismo; Baixo índice de massa corporal; Predisposição genética.

Medicamentos: Corticóides Diuréticos Anticonvulsionantes Heparina Antagonistas do hormônio GnRH            

Doenças:

Diabete; Lupus eritematoso; Artrite reumatóide; Males Hepáticos; Porfiria (distúrbio em uma função do sangue); Esclerose Múltipla; Talessemia.

Zonas de perigo

• Uma mulher de 50 anos apresenta o risco de fratura osteoporótica de 17,5% para o colo do fêmur, 15,6% para as vértebras, 16% para o punho e de aproximadamente 40% para

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os demais ossos. “A de colo de fêmur é a mais grave manifestação da doença”, alerta Helena Izzo. “Entre 5 e 20% das pessoas que sofrem esse tipo de

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fratura falecem no mesmo ano, e a metade dos sobreviventes fica incapacitada.”

• A osteoporose não causa dor. O que dói é a fratura, que muitas vezes pode passar despercebida. Uma mulher, por exemplo, às vezes sente uma forte dor nas costas quando faz muito esforço para carregar algo pesado. Pasme: pode ser uma vértebra se rompendo! O quebra-quebra das vértebras leva ao achatamento da coluna e, por fim, a deformidades. Além disso, a compressão das vértebras talvez cause uma diminuição progressiva da altura em até 10 centímetros — surge o que se convencionou chamar de “corcunda de viúva”.

• Outra notícia desalentadora: as microfraturas, comuns nas mulheres após o fim das menstruações, também não costumam ser notadas. Elas indicam o aumento de três a cinco vezes no risco de fratura osteoporótica. Já no terreno das quebradeiras vertebrais, a probabilidade de uma nova fratura é 20% maior.

Para tratar o mal dos ossos fracos, os médicos tendem a indicar a reposição hormonal. Essa terapia funciona em grande parte dos casos, mas existem exceções. “Em algumas mulheres, o tratamento não surte efeito”, revela o ginecologista Mauro Abi Haidar, da Universidade Federal de São Paulo. “Tenho uma paciente que conseguiu estabilizar a perda óssea no colo do fêmur, entretanto o problema continuou se manifestando na coluna.” O especialista desenvolve um estudo pioneiro cujo objetivo é tentar identificar, por meio da biologia molecular, que paciente responde ou não ao tratamento hormonal.

Além da terapia que se vale da reposição de hormônios, existem vários outros medicamentos que colaboram com a regeneração óssea (veja o quadro abaixo). No entanto, nada é tão determinante quanto mudar o estilo de vida. “Tomar remédio e ir para a cama ajuda”, afirma Ângela Maggio. “Mas se a paciente começar a fazer caminhadas, vai obter resultados bem melhores.”

Não é para menos. O que fixa o cálcio no osso é o impacto provocado pelas passadas no chão. Algo contrário acontece quando um astronauta, depois

de perambular pelo espaço sideral, fica com os ossos feito chocolate aerado por não firmar os pés no solo. “O problema regride naturalmente com a ajuda de fisioterapia ou o retorno à vida normal”, explica Ângela, que completa a argumentação com uma história saborosa: “Os pássaros voam porque têm ossos osteoporáticos, bem levinhos. E só possuem essa estrutura óssea porque não andam”.

A farmácia dos ossos fortes

Foi-se o tempo em que só a ingestão de leite e do cálcio nele contido ajudava a prevenir a fragilidade óssea. Conheça um arsenal de medicamentos capazes de dar um chega-pra-lá na osteoporose.

Bifosfonatos:Diminuem a reabsorção óssea e o número dos osteoclastos. Os comprimidos de 70 miligramas podem ser tomados apenas uma vez por semana.

Calcitonina:Hormônio produzido na glândula tireóide capaz de reduzir de maneira bastante eficaz a atividade dos osteoclastos, inibindo, dessa forma, a reabsorção óssea. Ele pode ser encontrado na forma de spray nasal.
Teleparatida:Chega a formar osso, mas é caríssimo: somando as ingestões diárias, ele custa em média 1,75 mil reais por ano. O indicado é usar esse medicamento até a constituição de novo material ósseo. Em seguida, pode-se entrar com os bifosfonatos.

Serms: Têm a capacidade de promover de maneira localizada a liberação de estrógeno, o hormônio envolvido na fixação do cálcio nos ossos. Dessa forma, permitem que vítimas de câncer possam se valer do tratamento sem o risco de recidiva ou agravamento do tumor.

Diagnóstico eficiente

Os médicos são unânimes em recomendar a densitometria óssea na hora do diagnóstico, apesar de existirem outros testes capazes de flagrar o mal (veja o quadro a seguir). “Quando a densitometria surgiu no Brasil, 20 anos atrás, em 15% das mulheres acusava-se a osteoporose. Hoje essa estatística chega a 30%”, recorda Haidar. “É um sinal de que ela está sendo mais utilizada, e de quebra um maior número de casos, descoberto.”

Uma questão de exame

Há várias maneiras de detectar a osteoporose. A mais antiga são os raios X, mas a densitometria óssea lidera nos últimos tempos o top 10 dos testes recomendados para flagrar o mal. Veja as diferenças entre esses e outros exames.

Densitometria óssea: Simples e indolor, é realizada com o auxílio de um computador. Permite quantificar a perda de massa óssea e determinar os riscos de fratura nos ossos comprometidos.

Ultrassonometria:Exame rápido, feito no calcanhar. Não tem a precisão da densitometria.
Marcadores sanguíneos:Indicam o índice de reabsorção e de formação de osso.

Raios X: Para os pacientes que já perderam mais de 30% da massa óssea.

Os especialistas estão de acordo em relação ao melhor exame — como o deputado federal em dia de votação para aumentar seu salário. No entanto, há inúmeras divergências quanto à indicação do momento certo de se submeter a esse checkup dos ossos e à regularidade em que ele deve ser realizado. “Não existe um consenso em relação à periodicidade do exame, que pode variar entre um e dois anos”, pondera Helena. “Eu aconselho a fazê-lo anualmente”, opina Ângela. “Muitas vezes um diagnóstico precoce pode garantir a cura.” Já o especialista Haidar só encaminha mulheres que entraram na pós-menopausa e apresentam fatores de risco. “No entanto, em casos de menopausa precoce, por exemplo, ele é obrigatório”, diz categórico.

No geral, costuma-se pedir a primeira densitometria quando a mulher completa 40 anos e, no ano seguinte, o exame volta a ser realizado. Os resultados, então, são comparados para ver se houve alguma modificação na ossatura. A quantidade de perda da massa óssea sinaliza o grau de desenvolvimento da doença. Se for de 1 a 2,5%, trata-se de osteopenia, um estágio anterior à osteoporose que também requer cuidados especiais. Caso dê acima de 2,5%, é a doença propriamente dita. Para ficar longe desse mal, o melhor mesmo é praticar atividades físicas de alto impacto e consumir alimentos ricos em cálcio — atitudes que vão deixar os ossos fortes como aço. E pela vida toda.

O leite na berlinda

Muita gente tem colocado esse alimento, o item número 1 do cardápio antiosteoporose, sob suspeita. Os naturistas garantem que o leite e seus derivados são ricos em proteínas e fósforo, mas pobres em magnésio. Ainda segundo esse pessoal, eles estariam cheios de hormônios e resíduos de antibióticos ministrados ao gado leiteiro. E seu efeito preventivo em relação à osteoporose? Eles respondem à questão argumentando que países com altos índices da doença, como Estados Unidos, Reino Unido e Suécia, são os maiores consumidores de leite do mundo. “Não há garantia de que o cálcio da bebida vá para os ossos”, polemiza a nutricionista Vanderli Marchiori, da Associação Paulista de Nutrição. “Em geral, os laticínios atrapalham a absorção de outros nutrientes.” O ginecologista Cláudio Bonduki, da Universidade Federal de São Paulo, discorda com veemência. “O cálcio do leite é assimilado, sim”, brada ele. O ortopedista Cláudio Górios, do Hospital São Camilo, na capital paulista, detalha: “O mineral é absorvido pelo intestino e migra para os ossos e o sangue”. Por fim, o ginecologista José Antonio Marques, do Hospital das Clínicas de São Paulo, fica no meio-termo. “Escolha o alimento de sua preferência. O importante é não faltarem cálcio e vitamina D.”

Fonte : Site revista Saúde ! Edição Maio 2006 Atualizado em 04 de Janeiro de 2012.

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