O Processo De Resposta A Lesão

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Tensões aplicadas a célula

Qualquer tipo de força física química ou emocional aplicada sobre um corpo e suas células pode ser classificado como um estresse.Se a tensão for aplicada com magnitude suficiente, o corpo sofrerá várias alterações fisiológicas nos níveis celular e sistêmico.

Quando uma célula é submetida a tensão, ela pode reagir de três formas:

  • Ela se adapta à tensão;
  • Ela sofre dano, mas se recupera;
  • Ela morre.

A síndrome da adaptação geral (SGA)

É o mecanismo comum pelo qual o organismo luta contra a tensão, a SAG é dividida em três estágios.

  • Alarme
  • Resistência
  • Exaustão

Alarme: Resposta de “fuga-ou-luta”, é a reação inicial do corpo a uma alteração da homeostase. Os sistemas orgânicos se armam para viver, mobilizando seus recursos para impedir os efeitos do agente estressor.

Resistência: O corpo continua a se adaptar ao agente estressor utilizando seus recursos homeostáticos para manter sua integridade.Esta é a fase mais longa da SAG, pode durar dias,meses ou anos.O indivíduo atinge uma resistência fisiológica.

Exaustão: Nesta fase, pode acontecer de um dos sistemas orgânicos não tolerar mais a tensão,podendo entrar em colapso.Essa exaustão manifesta-se sob a forma de lesões traumáticas,lesões por uso excessivo, ou em casos mais graves na insuficiência cardíaca.

A síndrome de adaptação e sua relação com o trauma

A quantidade de tensão que se aplica ao corpo deve ter intensidade e duração adequada para que o corpo desenvolva uma resistência fisiológica, portanto se o estímulo for de grande intensidade ou de longa duração, o corpo reage de forma negativa a tensão, provocando lesão.

O corpo tem alguns mecanismos para equilibrar os efeitos positivos e negativos dos agentes estressores.

De acordo com a lei de woltt, o osso se adapta a forças as quais ele é submetido. Essa remodulação pode ser exemplificada pela deposição de fibras de colágeno e sais orgânicos em resposta a presença prolongada de agentes estressores.Essa adaptação é baseada no equilíbrio entre as atividades dos osteoblastos e dos osteoclastos.

Os

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princípios apresentados na SAG e na lei de wolff também se aplicam ao uso das opções terapêuticas.Se a magnitude da modalidade terapêutica for de baixa intensidade, obtenha-se pouco ou nenhum resultado benéfico.Da mesma forma, se a intensidade da modalidade terapêutica for elevada ou aplicada em um ponto errado da cicatrização, ocorrerá agravamento da tensão ou a ocorrência de novas lesões.

Tipos ou tecidos existentes no corpo

  • Epitelial
  • Adiposo
  • Muscular
  • Nervoso
  • Conjuntivo

Cada um desses tecidos tem propriedades únicas que permitem que ele se regenere depois de sofrer trauma, dependendo de suas estruturas celulares.

Tipos de células

Tipo

Localização

Capacidade de regeneração

Células labiais

Pele, trato, intestinal,

sangue

Boa

Células estáveis

Osso

Parcial

Células permanentes

SNP, SNC

Parcial ou nenhuma

Tecidos Epiteliais Revestem a pele, o coração e vasos sanguineos, órgãos ocos,glândulas,aberturas externas e outros órgãos.Este tipo de tecido é capaz de secretar e absorver várias substâncias e tem a característica de ser desprovido de vasos sanguíneos.Mas tem alta capacidade de regeneração.

Os agente térmicos inicialmente aquecem ou esfriam tal como os tecidos subjacentes perdem ou ganham calor por condução.A energia ultra sônica passa com relativa facilidade através dessa camada.

Pelo fato de a camada córnea constituir-se de células mortas e secas, esta camada de tecido resiste a correntes de estímulos elétricos e impede que estas afetem os tecidos subjacente.Mecanicamente aplicados transdermicamente apenas atravessam o estado córneo quando encontram as portas de entrada em torno dos folículos pilosos e das glândulas sudoríparas.

Tecido Adiposo Abaixo da epiderme fica a camada de tecido adiposo que contem células de gordura.O elevado conteúdo de água no tecido adiposo torna-o um meio ideal para a passagem do ultra-som e é aquecido durante a diatermia.Mas também serve como isolante térmico a eficácia de agentes térmicos fica reduzida quando são aplicadas sobre grossas camadas a tecido adiposo. Tecido Conjuntivo

É o mais abundante no corpo, sustenta e conecta os outros tipos de tecidos, alem de fornecer resistência, apoio, nutrição e defesa para os outros tecidos.

O colágeno é encontrado em alta densidade nas fascias, tendões, ligamentos, cartilagens,músculos e osso.A elasticidade do tecido conjuntivo é determinada pela proporção de fibras de colágeno inelásticas e de fibras de elastina estáticas amarelas.

O colágeno também é encontrado em outros tecidos inelásticos, como ligamentos,fascias e cartilagens. Ele pode ser alongado por meio do estiramento,especialmente quando é aquecido por meio de ultrasom. O colágeno localizado em tecidos superficiais também pode ser aquecido por meio de calor úmido.

Tecidos Musculares

Tem capacidade de se encurtar e de se alongar passivamente e são classificados de acordo com sua função.O músculo liso reveste órgãos ossos, não tem controle voluntário, o músculo cardíaco é responsável pelo bombeamento de sangue e o músculo esquelético que faz os movimentos das articulações. O tecido muscular possui pouco ou nenhuma capacidade de regenerar células perdidas.

Músculo Liso Músculo estriado esquelético A fibra muscular é dividida em: Fibras tipo I ( contração lenta) e Fibras do tipo II ( contração rápida). (Fibras tipo I: Escuras. Fibras tipo II: Claras)

Os tecidos musculares são aquecidos ou esfriados por meio da condução dos tecidos que os recobrem.O fluxo de sangue quente e o aumento do metabolismo da célula, como verificamos durante o exercício físico.Em algumas circunstâncias, uma corrente elétrica direta pode provocar o encurtamento das fibras musculares,mas em geral, é o estimulo dos nervos motores que produz contrações musculares terapêuticas.

Tecido Nervoso

Tem capacidade de conduzir impulsos aferentes e eferentes.As células danificadas no SNC não são substituídas e perdem sua função.As células do SNP possuem certa capacidade de regeneração sob uma intensidade adequada, unidades de estimulação elétrica podem resultar na ativação de nervos sensoriais, motores e da dor.O estimulo elétrico causa a despolarização desses nervos de maneira ordenada e previsível Agentes térmicos e o ultra som influenciam na função dos nervos, alterando suas velocidades de condução.

O Processo Lesivo

A reação do corpo a lesão pode ser divididas em duas partes. A resposta principal à lesão é a destruição do tecido, diretamente associada com a força que provocou o trauma. O dano secundário ocorre a partir da morte de células causada por m bloqueio do suprimento de oxigênio na área lesada. O dano ocasionado durante o estágio principal é irreversível. Os esforços realizados para o tratamento após o trauma são uma tentativa de conter os efeitos e limitar a abrangência da lesão secundária.

Células mortas e danificadas liberam seus conteúdos na área adjacente ao local lesado. A presença dessas substâncias causa uma reação inflamatória aos tecidos do corpo. O resultado, tanto do trauma principal como dos mediadores inflamatórios, são hemorragia e edema. O acúmulo dos fluidos resulta tanto em pressão mecânica como em irritação química, em conseqüência ocorre falta de O2 nos tecidos sobreviventes e provoca mais morte celular. Como resultado da dor e isquemia, ocorre um subciclo que causa espasmo muscular e aumento da possibilidade de atrofia.

O processo de cura é dividido em três fases:

1) Resposta inflamatória aguda

2) Fase de proliferação 3) Fase de remodelação

1) Resposta inflamatória aguda: É o processo que metaboliza os sistemas de defesa do organismo; embora não seja uma condição patológica, ela representa a soma das reações dos tecidos do corpo à lesão celular ou à morte celular.

O processo inflamatório pode se dividido em três fases distintas:

  • Inflamação aguda
  • Fase subaguda ( de duas semanas a um mês de lesão)
  • Inflamação Crônica

Estágio

Processo

Tempo decorrido desde a lesão (dias)

Agudo

Reação à lesão

0-14

Subagudo

Sintomas diminuem

14-31

Crônico

Inflamação não controlada

>31

Quando o corpo recebe pela primeira vez um estresse, de magnitude suficiente, as células sofrem a reação primária que é característica de terceiro e quarto dia após a lesão. Uma das respostas iniciais do organismo é a liberação de norepinefrina na área traumatizada, o que causa constrição dos vasos para impedir a perda de sangue na área afetada, isso ocorre por cerca de 10 minutos após a lesão, assim os vasos começam a se dilatar, aumentando o volume de sangue na área.

À medida que o sangue aumenta na área afetada, forma-se um exudato nos tecidos. Como resultado da presença de fluidos ocorre o edema. A medida que o edema aumenta, o fluxo vascular para a área proveniente dela, diminui. As redes venosas linfáticas são bloqueadas, provocando uma obstrução maior do fluxo sanguíneo para a áreas, perpetuando o processo.

A inflamação prolongada danifica o tecido conjuntivo causando espessamento da membrana sinovial; se isso não for detectado pode causar aderência no interior das articulações, afetando seu grau de movimentação funcional.

Sinais inflamatórios:

  • Hiperemia
  • Edema
  • Dor
  • Perda da função normal

Fase

Eventos

Fase de inflamação

Acúmulo de plaquetas, coagulação, migração de leucócitos

Fase de proliferação

Crescimento de novo tecido, desenvolvimento de novos vasos sanguíneos, desenvolvimento de tecido fibroso, contração de ferimento e formação de matriz de colágeno.

Fase de maturação

Recomposição da matriz, deposição de recidos permanentes, recuperação da função.

2) Fase de proliferação: É marcada pela remoção dos restos celulares e de reparação temporária do tecido formado durante o estágio de inflamação e pelo desenvolvimento de tecidos substitutos novos e permanentes.A fase de proliferação se dá após 72h do trauma, podendo durar até três semanas.

A reparação de um estrutura danificada envolve dois tipos de células:

1- células que permanecem à estrutura danificada

2- tecido conjuntivo

A regeneração dos tecidos ocorre quando as novas células são do mesmo tipo e podem desempenhar a mesma função da estrutura original. A substituição dos tecidos acontece quando um tipo diferente de células substitui as células danificadas. Se esse processo não for controlado, pode levar à formação de um tecido cicatricial e a uma eventual diminuição ou perda da função.

À medida que o tecido cicatricial amadurece começa a se parecer com o tecido que está sendo reposto. Com o tempo, a resistência do tecido cicatricial é aumentada pela substituição do velho colágeno por um tipo de colágeno mais novo e mais forte. A contração da ferida não deve ser confundida com uma contratura, que resulta em limitação do movimento e da força de uma articulação. Com a correta remodelação do colágeno, as contraturas podem ser evitadas.

3) Fase de maturação: Marca a conclusão da fase de proliferação da resposta à lesão, sendo caracterizada pela “limpeza” da área e aumento da resistência dos tecidos reparados ou substituídos. Esta é a fase final do processo de resposta à lesão e pode durar um ano ou mais.

Inflamação Crônica:

Persiste por mais de um mês além do tempo normal de recuperação. Nesse caso, a resposta inflamatória é marcada apenas pela perda de função. A atividade fibroblástica continua até o ponto em que grandes quantidades de colágeno envolvem a áreas afetada, formando um granuloma. Este granuloma afeta a função da parte envolvida, levando à perda da função total e ao desenvolvimento de reações secundárias em estruturas associadas.

(1º Figura uma inflamação aguda.) (2º Figura uma inflamação crônica.) O papel dos recursos terapêuticos:

O emprego dos recursos terapêuticos não aceleram o processo de cicatrização da lesão. Na realidade, eles representam um tentativa de proporcionar o ambiente ideal para que a reparação da lesão aconteça. As condições ideais para a cura requerem um equilíbrio entre a proteção da área contra novos sofrimentos e o retorno do segmento corporal à função normal, no menos tempo possível. Portanto a aplicação da modalidade terapêutica em um ponto inadequado de sua fase de recuperação pode retardar, ou até mesmo prejudicar o processo de cura.

Fonte : Livro Recursos Terapêuticos em Fisioterapia Atualizado em 25 de novembro de 2011.

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