Pubalgia

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Introdução

 

A pubalgia consiste em dor inguinal ou dor púbica unilateral ou bilateral. O osso Ilíaco (popularmente conhecido como bacia) é composto por três partes: Íleo, Ísquio e o Púbis. O púbis é local de inserção dos músculos adutores e são eles, principalmente, além do reto anterior do abdômen que são envolvidos com a pubalgia. Os músculos desta região, especialmente seus tendões, ficam inflamados devido à traumas ou estresse repetitivo na região da sínfise púbica. A pubalgia é mais comum em homens, devido à atividade física mais intensa, principalmente futebol, tênis e corrida.

 

 

 

Diagnóstico

O diagnóstico é feito através de uma análise sintomática associada a uma minuciosa avaliação biomecânica de fatores intrínsecos, relacionados com o próprio atleta e de fatores extrínsecos, relacionados diretamente com a prática desportiva. Os exames de imagem podem estar normais. No raio-x pode haver deslocamento púbico para cima, e nos demais exames sinais de inflamação local. Exames complementares podem ser feitos para descartar outras doenças como: fratura por stress, prostatite, infecção urinária, dor irradiada da coluna e principalmente hérnia discal, a qual é confundida em 50% das vezes.

Causas e Sintomas

A pubalgia se manifesta com dor na região da sínfise púbica e inserções tendinosas vizinhas, na maioria dos casos em decorrência dos esforços físicos que são realizados pelos atletas e associados à movimentos compensatórios durante as atividades físicas. Essa patologia tem se tornado clássica e quase que exclusiva no meio desportivo,sendo que as principais causas para o seu surgimento são os excessos de jogos e/ou treinos;gestos repetitivos do chute e principalmente o excesso de exercícios abdominais e a inflexibilidade muscular, fatores esses, que geram desequilíbrios musculares. É comum encontrarmos nos atletas um encurtamento da cadeia posterior da coxa e abdominais extremamente fortes ou fracos. Tanto o excesso quanto a inadequada execução dos exercícios abdominais predispõe ao surgimento da pubalgia, pois os atletas realizam demais esses exercícios e não realizam o alongamento da musculatura adutora da coxa, em decorrência disso, a pelve acaba sofrendo uma anteroversão e um tracionamento para cima, causando pequenos estiramentos na origem dos adutores, levando à um desequilíbrio muscular da cintura pélvica, o qual provoca dor e inflamação da sínfise púbica.

Tratamento

A pubalgia é tratada primeiramente de maneira conservadora com repouso do esporte, medicamentos antinflamatórios e fisioterapia (eletrotermoterapia, ultra-som, laser, e após normalização das estruturas articulares e eixos miotensivos). Em casos mais graves, ou na ausência de resultados satisfatórios após 3 meses de tratamentos conservador, opta-se pelo tratamento cirúrgico e após 2-3 meses o atleta retorna ao esporte progressivamente.

Conclusão

A pubalgia não ocorre apenas pela solicitação excessiva ou por fraqueza de algum músculo da região da sínfise púbica, mas por um conjunto de desequilíbrios de forças musculares. Sendo essa patologia tão incapacitante, devemos preveni-la orientando os atletas a realizarem um programa de alongamentos e fortalecimentos específicos da musculatura da região pélvica, principalmente dos adutores da coxa, isquiotibiais e flexores do quadril, não esquecendo da correta realização dos exercícios abdominais, assim o atleta mantém um adequado equilíbrio dinâmico do quadril.

Fonte : Site Fisioweb

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